{"id":22354,"date":"2026-08-28T11:32:42","date_gmt":"2026-08-28T14:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/site-novo.dattos.com.br\/calculo-de-icms-st\/"},"modified":"2026-09-17T11:29:31","modified_gmt":"2026-09-17T14:29:31","slug":"calculo-de-icms-st","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/blog\/calculo-de-icms-st\/","title":{"rendered":"C\u00e1lculo de ICMS-ST em 2027: como calcular passo a passo?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>C\u00e1lculo de ICMS-ST<\/strong> parece simples quando a gente olha s\u00f3 para a f\u00f3rmula. Tem base, al\u00edquota, MVA, uma subtra\u00e7\u00e3o no final e pronto. S\u00f3 que, na pr\u00e1tica, a tranquilidade costuma durar pouco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando eu converso com times fiscais, a d\u00favida raramente termina em <em>\u201cqual \u00e9 a f\u00f3rmula?\u201d<\/em>. Logo aparecem outras: essa mercadoria ainda est\u00e1 sujeita \u00e0 ST? A MVA \u00e9 interna ou ajustada? Qual al\u00edquota vale no destino? Tem FCP? Quem recolhe? E, principalmente, essa regra continua v\u00e1lida hoje?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2026, <strong>esse cuidado ficou ainda mais importante porque duas agendas passaram a conviver de forma muito concreta<\/strong>. De um lado, o ICMS continua exigindo acompanhamento; do outro, CBS e IBS j\u00e1 come\u00e7aram a entrar nos documentos e nos testes da Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, os estados seguem alterando o pr\u00f3prio ICMS. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, <strong>a<\/strong> <a href=\"https:\/\/legislacao.fazenda.sp.gov.br\/Paginas\/Portaria-SRE-34-de-2026.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Portaria SRE 34\/2026<\/strong><\/a> <strong>exclui diferentes grupos de mercadorias da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a partir de 1\u00ba de outubro de 2026<\/strong>. Ent\u00e3o um cadastro que estava certo em setembro pode precisar de outro tratamento no m\u00eas seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E, quando eu olho para 2027, essa conviv\u00eancia vai ganhar outra dimens\u00e3o.<\/strong> Pelo <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/programas-e-atividades\/reforma-tributaria-do-consumo\/entenda\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>cronograma oficial da Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/a>, CBS e IBS passar\u00e3o a ser cobrados, enquanto o ICMS continuar\u00e1 com 100% de suas al\u00edquotas. A redu\u00e7\u00e3o gradual come\u00e7a apenas em 2029, segue at\u00e9 2032 e termina com a extin\u00e7\u00e3o do ICMS em 2033.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a <a href=\"https:\/\/legislacao.fazenda.sp.gov.br\/Paginas\/RC33083_2026.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Resposta \u00e0 Consulta Tribut\u00e1ria 33.083\/2026<\/strong><\/a>, da Sefaz-SP, afirma que <strong>IBS e CBS, quando efetivamente exig\u00edveis, devem compor o valor da opera\u00e7\u00e3o e a base do ICMS<\/strong>. Para quem calcula ICMS-ST, isso acrescenta uma pergunta importante: <em>como essa inclus\u00e3o interfere no m\u00e9todo de forma\u00e7\u00e3o da base previsto para aquela mercadoria?<\/em> Como essa \u00e9 uma orienta\u00e7\u00e3o paulista, a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel \u00e0 opera\u00e7\u00e3o continua sendo indispens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, eu vou fazer um caminho um pouco diferente: primeiro explico o que \u00e9 ICMS-ST e como ele funciona; logo depois, entro na f\u00f3rmula e no c\u00e1lculo. A partir da\u00ed, vamos avan\u00e7ando para MVA, opera\u00e7\u00f5es interestaduais, Simples, GNRE, erros e automa\u00e7\u00e3o. Assim, a conta n\u00e3o fica solta do processo que d\u00e1 sentido a ela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>RESPOSTA R\u00c1PIDA<\/strong><br><strong><br><\/strong>Na regra geral, o ICMS-ST antecipa o imposto devido em etapas futuras da cadeia. O c\u00e1lculo costuma aplicar a al\u00edquota interna sobre uma base presumida e deduzir o ICMS pr\u00f3prio. O desafio est\u00e1 em confirmar qual regra, base, MVA e al\u00edquota valem para aquela opera\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 ICMS-ST e como a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria funciona?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de colocar qualquer n\u00famero na calculadora, eu acho importante entender o mecanismo. N\u00e3o porque o conceito seja mais importante do que a conta, mas porque ele explica por que existe uma base presumida, por que algu\u00e9m recolhe antes e por que a responsabilidade muda ao longo da cadeia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ICMS-ST \u00e9 o ICMS cobrado pelo regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong>. Nesse modelo, a legisla\u00e7\u00e3o transfere a um contribuinte a responsabilidade por recolher, de forma antecipada, o imposto que seria devido em opera\u00e7\u00f5es posteriores. Em vez de cada participante recolher separadamente o ICMS daquela cadeia, parte do imposto \u00e9 concentrada em uma etapa anterior.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"C\u00e1lculo de ICMS-ST automatizado: transforme a sua opera\u00e7\u00e3o\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Dje40-6F3tY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 o substituto tribut\u00e1rio?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <span style=\"text-decoration: underline;\">quem fica respons\u00e1vel por reter e recolher o ICMS-ST<\/span>. Em v\u00e1rias cadeias esse papel aparece no fabricante ou no importador, mas eu n\u00e3o trataria isso como regra absoluta: a responsabilidade depende da mercadoria, da opera\u00e7\u00e3o e da legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 o substitu\u00eddo tribut\u00e1rio?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <span style=\"text-decoration: underline;\">quem recebe a mercadoria com o imposto j\u00e1 retido na etapa anterior<\/span>. Quando revende aquela mercadoria dentro das condi\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas pela ST, n\u00e3o recolhe novamente o mesmo ICMS-ST, porque a antecipa\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que o ICMS-ST existe?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A l\u00f3gica \u00e9 <span style=\"text-decoration: underline;\">concentrar o recolhimento e facilitar a fiscaliza\u00e7\u00e3o em cadeias com muitos participantes<\/span>. Em vez de o estado acompanhar cada revenda individualmente, ele antecipa o imposto em uma etapa definida pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que essa simplifica\u00e7\u00e3o do ponto de vista da arrecada\u00e7\u00e3o cria uma<strong> complexidade operacional <\/strong>para quem est\u00e1 no dia a dia fiscal. A empresa precisa saber se a mercadoria est\u00e1 no regime, quem \u00e9 respons\u00e1vel, qual base foi definida e como aquele imposto deve ser escriturado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que eu n\u00e3o separo conceito e c\u00e1lculo. <strong>Entender a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ajuda justamente a perceber que o n\u00famero final depende de uma cadeia de decis\u00f5es anteriores<\/strong>. E, com essa l\u00f3gica clara, agora sim d\u00e1 para entrar na f\u00f3rmula.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00e1lculo de ICMS-ST: qual \u00e9 a f\u00f3rmula?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora chegamos \u00e0 pergunta que costuma trazer mais buscas. Eu gosto de mostrar primeiro a <strong>f\u00f3rmula resumida <\/strong>e, logo depois, abrir as etapas. Assim, quem precisa apenas da refer\u00eancia encontra r\u00e1pido, enquanto quem vai aplicar consegue entender de onde cada n\u00famero sai.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes has-medium-font-size\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>ICMS-ST = (Base de c\u00e1lculo do ICMS-ST \u00d7 al\u00edquota interna) \u2212 ICMS pr\u00f3prio<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura \u00e9 geral; a forma\u00e7\u00e3o da base depende da legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da mercadoria e da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/atendimento.receita.rs.gov.br\/como-e-feito-o-calculo-do-icms-st\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Receita Estadual do Rio Grande do Sul<\/strong><\/a> apresenta essa mesma l\u00f3gica ao explicar que o imposto da ST \u00e9 calculado sobre a base espec\u00edfica e reduzido pelo d\u00e9bito do ICMS pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais etapas entram na conta?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1.<\/strong> Definir a base do ICMS pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2.<\/strong> Calcular o ICMS pr\u00f3prio da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3.<\/strong> Identificar a base de c\u00e1lculo do ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4.<\/strong> Aplicar a al\u00edquota interna do estado de destino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5.<\/strong> Deduzir o ICMS pr\u00f3prio e considerar adicionais, como FCP, quando aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A base do ICMS pr\u00f3prio e a base do ICMS-ST s\u00e3o iguais?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem sempre. A <span style=\"text-decoration: underline;\">base do ICMS pr\u00f3prio reflete a opera\u00e7\u00e3o realizada<\/span>; j\u00e1 a <span style=\"text-decoration: underline;\">base da ST busca representar opera\u00e7\u00f5es futuras e pode usar MVA, pre\u00e7o tabelado, pre\u00e7o sugerido ou outro crit\u00e9rio definido pela legisla\u00e7\u00e3o<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/atendimento.receita.rs.gov.br\/qual-a-base-de-calculo-do-icms-st\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Receita ga\u00facha<\/strong><\/a> explica justamente que a base pode ser um valor previamente estipulado ou partir do pre\u00e7o praticado na origem acrescido dos componentes previstos e da margem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A f\u00f3rmula com MVA vale para todos os produtos?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o.<strong> Ela vale quando a legisla\u00e7\u00e3o usa MVA como crit\u00e9rio de forma\u00e7\u00e3o da base<\/strong>. Em outros casos, a base pode seguir pre\u00e7o tabelado, pre\u00e7o sugerido ou regra espec\u00edfica. Ent\u00e3o, antes de procurar a MVA, eu sempre confirmaria qual m\u00e9todo de base vale para aquela mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a conclus\u00e3o que eu levaria desta se\u00e7\u00e3o: a f\u00f3rmula \u00e9 relativamente est\u00e1vel, mas a base n\u00e3o \u00e9. E isso muda completamente o jeito de parametrizar o processo, porque o sistema precisa saber qual regra aplicar antes de come\u00e7ar a multiplicar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1555\" height=\"2560\" src=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-scaled.png\" alt=\"Planilha com as f\u00f3rmulas do c\u00e1lculo de ICMS ST: base do ICMS pr\u00f3prio, base do ICMS-ST com MVA, ICMS sobre a base e ICMS-ST a recolher, com exemplo num\u00e9rico, f\u00f3rmula da MVA ajustada e al\u00edquotas interestaduais.\" class=\"wp-image-38918\" srcset=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-scaled.png 1555w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-768x1264.png 768w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-182x300.png 182w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-622x1024.png 622w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-933x1536.png 933w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-1244x2048.png 1244w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-formulas-7x12.png 7w\" sizes=\"(max-width: 1555px) 100vw, 1555px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00e1lculo de ICMS-ST: e em 2027, como vai ser?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na regra geral em que a base da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 formada pelo pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o acrescido dos componentes previstos na legisla\u00e7\u00e3o e da MVA, o racioc\u00ednio pode ser resumido em quatro etapas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Etapa<\/strong><\/th><th><strong>O que calcular<\/strong><\/th><th><strong>F\u00f3rmula simplificada<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>1<\/td><td>Base do ICMS pr\u00f3prio<\/td><td>Valor da opera\u00e7\u00e3o + valores que integram a base<\/td><\/tr><tr><td>2<\/td><td>ICMS pr\u00f3prio<\/td><td>Base do ICMS pr\u00f3prio \u00d7 al\u00edquota aplic\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>3<\/td><td>Base do ICMS-ST<\/td><td>Base definida pela legisla\u00e7\u00e3o \u00d7 (1 + MVA aplic\u00e1vel)<\/td><\/tr><tr><td>4<\/td><td>ICMS-ST<\/td><td>(Base do ICMS-ST \u00d7 al\u00edquota interna) \u2212 ICMS pr\u00f3prio<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/atendimento.receita.rs.gov.br\/como-e-feito-o-calculo-do-icms-st\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Receita Estadual do Rio Grande do Sul<\/strong><\/a> apresenta a l\u00f3gica geral da \u00faltima etapa assim: ICMS-ST = base de c\u00e1lculo do ICMS-ST \u00d7 al\u00edquota interna \u2212 d\u00e9bito do ICMS pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou seja, valor do ICMS-ST nasce da aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota interna sobre a base da ST, com a dedu\u00e7\u00e3o do ICMS pr\u00f3prio. O ponto cr\u00edtico \u00e9 descobrir qual base, qual MVA e qual regra valem para aquela opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aqui que eu faria a primeira pausa. Se voc\u00ea chegou pelo Google querendo s\u00f3 a f\u00f3rmula, j\u00e1 tem a resposta. Mas copiar essa conta sem validar as premissas \u00e9 um \u00f3timo jeito de obter um n\u00famero matematicamente perfeito e fiscalmente errado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, convenhamos, ningu\u00e9m quer descobrir isso quando a pergunta j\u00e1 veio da auditoria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como saber se um produto est\u00e1 sujeito ao ICMS-ST?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da f\u00f3rmula, eu voltaria um passo. Parece contraintuitivo, mas \u00e9 justamente aqui que come\u00e7am muitos erros: <span style=\"text-decoration: underline;\">a empresa sabe calcular ST, s\u00f3 que aplica o c\u00e1lculo a um produto que n\u00e3o deveria estar no regime ou deixa de aplicar quando deveria<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu n\u00e3o confiaria em uma lista gen\u00e9rica de \u201cprodutos com ST\u201d sem data e sem estado, porque esse tipo de tabela envelhece r\u00e1pido. O enquadramento precisa combinar <strong>classifica\u00e7\u00e3o fiscal, CEST, origem, destino, acordos e legisla\u00e7\u00e3o vigente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>O que verificar<\/strong><\/th><th><strong>O que isso responde<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>NCM<\/td><td>Como a mercadoria est\u00e1 classificada fiscalmente?<\/td><\/tr><tr><td>CEST<\/td><td>Ela est\u00e1 relacionada a segmentos alcan\u00e7ados pelo regime?<\/td><\/tr><tr><td>UF de origem e destino<\/td><td>Quais normas estaduais e acordos entram na opera\u00e7\u00e3o?<\/td><\/tr><tr><td>Conv\u00eanio ou protocolo<\/td><td>Existe disciplina interestadual para aquela combina\u00e7\u00e3o?<\/td><\/tr><tr><td>Legisla\u00e7\u00e3o estadual<\/td><td>A mercadoria est\u00e1 efetivamente sujeita \u00e0 ST naquela UF?<\/td><\/tr><tr><td>Data de vig\u00eancia<\/td><td>A regra usada ainda vale na data da opera\u00e7\u00e3o?<\/td><\/tr><tr><td>Benef\u00edcios e exce\u00e7\u00f5es<\/td><td>Existe redu\u00e7\u00e3o, regime especial ou tratamento que altere o c\u00e1lculo?<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <a href=\"https:\/\/www.confaz.fazenda.gov.br\/legislacao\/convenios\/2018\/CV142_18\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Conv\u00eanio ICMS 142\/18<\/strong><\/a> organiza regras gerais do regime, mas o CEST sozinho n\u00e3o confirma a incid\u00eancia. \u00c9 preciso olhar a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel ao estado e \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1517\" height=\"2560\" src=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-scaled.png\" alt=\"Fluxograma do c\u00e1lculo de ICMS-ST em sete etapas: NCM, CEST, rota da opera\u00e7\u00e3o, conv\u00eanio, legisla\u00e7\u00e3o da UF, vig\u00eancia e exce\u00e7\u00f5es.\" class=\"wp-image-38896\" srcset=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-scaled.png 1517w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-178x300.png 178w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-768x1296.png 768w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-607x1024.png 607w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-7x12.png 7w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-1213x2048.png 1213w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fluxograma-icms-st-dattos-910x1536.png 910w\" sizes=\"(max-width: 1517px) 100vw, 1517px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">CEST e NCM s\u00e3o a mesma coisa?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. A NCM classifica fiscalmente a mercadoria; o CEST funciona como identificador relacionado aos segmentos sujeitos \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, os dois podem ser usados juntos, mas cada um responde a uma pergunta diferente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como a data muda o enquadramento?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto parece burocr\u00e1tico at\u00e9 o dia em que uma regra muda. Em 2026, <strong>S\u00e3o Paulo mostrou isso com bastante clareza: alguns grupos saem da ST em 1\u00ba de outubro<\/strong>. Ent\u00e3o a mesma mercadoria pode ter um tratamento em setembro e outro em outubro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, eu gosto de pensar em cadastro tribut\u00e1rio como uma regra com prazo de validade. O dado precisa dizer n\u00e3o s\u00f3 <em>\u201cqual \u00e9 a regra\u201d<\/em>, mas tamb\u00e9m <em>\u201cdesde quando\u201d<\/em> e, quando poss\u00edvel, <em>\u201cat\u00e9 quando\u201d<\/em>. Quando essa informa\u00e7\u00e3o entra no processo, o c\u00e1lculo fica muito mais seguro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como calcular o ICMS-ST passo a passo?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora que j\u00e1 sabemos o que \u00e9 ST e como confirmar se a mercadoria est\u00e1 no regime, podemos colocar os n\u00fameros na mesa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vou usar um <strong>exemplo did\u00e1tico baseado em uma demonstra\u00e7\u00e3o oficial da Receita Estadual do Rio Grande do Sul, porque prefiro partir de uma fonte verific\u00e1vel a inventar uma combina\u00e7\u00e3o que pare\u00e7a universal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste cen\u00e1rio, a legisla\u00e7\u00e3o determina uma base formada pelo pre\u00e7o do remetente acrescido de frete, seguro, IPI, outras despesas transfer\u00edveis e MVA. Ent\u00e3o vamos acompanhar essa l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Dado do exemplo<\/strong><\/th><th><strong>Valor<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Valor do produto<\/td><td>R$ 1.000,00<\/td><\/tr><tr><td>Frete<\/td><td>R$ 100,00<\/td><\/tr><tr><td>Seguro<\/td><td>R$ 50,00<\/td><\/tr><tr><td>IPI transfer\u00edvel<\/td><td>R$ 200,00<\/td><\/tr><tr><td>Outras despesas<\/td><td>R$ 150,00<\/td><\/tr><tr><td>MVA<\/td><td>50%<\/td><\/tr><tr><td>Al\u00edquota interna<\/td><td>17%<\/td><\/tr><tr><td>ICMS pr\u00f3prio<\/td><td>R$ 170,00<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Como formar a base antes da MVA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, somo os valores que integram a base nessa hip\u00f3tese. O racioc\u00ednio \u00e9 simples, mas ele j\u00e1 mostra por que uma f\u00f3rmula baseada apenas no valor do produto seria incompleta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>BASE INICIAL<\/strong><br><br><strong>R$ 1.000 + R$ 100 + R$ 50 + R$ 200 + R$ 150 = R$ 1.500<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Como aplicar a MVA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a MVA \u00e9 de 50%, multiplico a base inicial por 1,50. Assim, a base presumida da ST chega a R$ 2.250.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>BASE DO ICMS-ST<\/strong><br><br><strong>R$ 1.500 \u00d7 1,50 = R$ 2.250,00<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Como calcular o imposto sobre a base ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora aplico a al\u00edquota interna de 17%. O valor bruto de ICMS sobre a base presumida fica em R$ 382,50.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>ICMS SOBRE A BASE ST<\/strong><br><br><strong>R$ 2.250 \u00d7 17% = R$ 382,50<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Como chegar ao ICMS-ST final?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda falta deduzir o ICMS pr\u00f3prio de R$ 170. \u00c9 essa subtra\u00e7\u00e3o que nos leva ao valor final da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria neste cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>ICMS-ST FINAL<\/strong><br><br><strong>R$ 382,50 \u2212 R$ 170,00 = R$ 212,50<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse exemplo acompanha a l\u00f3gica publicada pela <a href=\"https:\/\/atendimento.receita.rs.gov.br\/calculo-do-icms-st-quando-a-base-de-calculo-e-o-preco-praticado-pelo-remetente-acrescido-frete-seguro-impostos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Receita Estadual do RS<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. Onde entra o FCP?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algumas opera\u00e7\u00f5es, ainda existe <strong>adicional destinado ao Fundo de Combate \u00e0 Pobreza ou fundo equivalente<\/strong>. Eu trataria essa parcela separadamente, porque percentual, base e forma de recolhimento variam por estado e produto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, ao terminar a conta principal, eu sempre faria uma \u00faltima checagem: <span style=\"text-decoration: underline;\">existe FCP nesta opera\u00e7\u00e3o?<\/span> Se sim, q<span style=\"text-decoration: underline;\">ual percentual e qual base a UF determina?<\/span> Esse cuidado evita transformar o adicional numa suposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O passo a passo termina aqui, mas o racioc\u00ednio n\u00e3o. O resultado s\u00f3 \u00e9 confi\u00e1vel porque antes confirmamos o m\u00e9todo de base, os componentes e a regra. Quando a empresa entende essa depend\u00eancia, fica mais f\u00e1cil perceber por que o desafio cresce tanto em grandes volumes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 MVA e como calcular a MVA ajustada?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A MVA merece uma se\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria porque, <strong>quando ela est\u00e1 errada, todo o restante fica comprometido<\/strong>. Eu vejo muita gente procurando <em>\u201cqual \u00e9 a MVA do produto\u201d<\/em> como se existisse uma resposta \u00fanica, mas o percentual depende de contexto, estado, opera\u00e7\u00e3o e vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MVA significa Margem de Valor Agregado<\/strong>. Quando a legisla\u00e7\u00e3o usa esse m\u00e9todo, ela estima quanto valor ser\u00e1 agregado \u00e0 mercadoria nas etapas seguintes e usa essa margem para formar a base presumida da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre MVA original e MVA ajustada?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>MVA original<\/strong> \u00e9 o percentual definido pela regra para a mercadoria<\/span>. J\u00e1 a <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>MVA ajustada<\/strong> pode aparecer em opera\u00e7\u00f5es interestaduais para neutralizar a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interestadual e a al\u00edquota interna do destino<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>MVA AJUSTADA<\/strong><br><br><strong>[(1 + MVA original) \u00d7 (1 \u2212 al\u00edquota interestadual) \u00f7 (1 \u2212 al\u00edquota interna)] \u2212 1<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplo de MVA ajustada<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se eu usar uma MVA original de 40%, al\u00edquota interestadual de 12% e al\u00edquota interna de 18%, o c\u00e1lculo fica assim:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>APLICA\u00c7\u00c3O<\/strong><br><br><strong>[(1 + 0,40) \u00d7 (1 \u2212 0,12) \u00f7 (1 \u2212 0,18)] \u2212 1<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>RESULTADO<\/strong><br><br><strong>MVA ajustada \u2248 50,24%<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber qual MVA usar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu buscaria o percentual na legisla\u00e7\u00e3o estadual ou no acordo espec\u00edfico da mercadoria e verificaria a vig\u00eancia. Al\u00e9m disso, confirmaria se a pr\u00f3pria regra j\u00e1 traz uma MVA interestadual espec\u00edfica ou se exige o ajuste pela f\u00f3rmula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto fecha uma ideia importante: MVA n\u00e3o \u00e9 uma \u201cinforma\u00e7\u00e3o de produto\u201d isolada. Ela \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o de produto + opera\u00e7\u00e3o + estado + per\u00edodo. Quando a empresa guarda s\u00f3 o percentual e perde esse contexto, come\u00e7a a criar risco sem perceber.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como calcular ICMS-ST em opera\u00e7\u00f5es interestaduais?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nas <strong>opera\u00e7\u00f5es interestaduais que a conta costuma ganhar mais camadas<\/strong>, porque precisamos combinar duas refer\u00eancias: a tributa\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e a regra do estado de destino. Por isso, eu prefiro organizar primeiro as perguntas e s\u00f3 depois falar da guia de recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais al\u00edquotas interestaduais entram na opera\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como refer\u00eancia geral, as opera\u00e7\u00f5es interestaduais usam al\u00edquotas de 12% ou 7%, conforme origem e destino, e 4% em determinadas opera\u00e7\u00f5es com mercadorias importadas, segundo as regras do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As al\u00edquotas de 12% e 7% est\u00e3o na <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/norma\/586152\/publicacao?tipoDocumento=RSF&amp;tipoTexto=ATU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Resolu\u00e7\u00e3o do Senado n\u00ba 22\/1989<\/strong><\/a>. J\u00e1 a al\u00edquota de 4% para determinadas mercadorias importadas \u00e9 tratada na <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/norma\/586999\/publicacao?tipoDocumento=RSF&amp;tipoTexto=ATU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 13\/2012<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual al\u00edquota interna usar no ICMS-ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A al\u00edquota interna \u00e9 a aplic\u00e1vel no estado de destino \u00e0quela mercadoria. Eu n\u00e3o colocaria uma tabela nacional fixa aqui porque os percentuais variam e podem sofrer altera\u00e7\u00f5es. Para c\u00e1lculo real, a fonte precisa ser a legisla\u00e7\u00e3o atualizada da UF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando entra a MVA ajustada?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a legisla\u00e7\u00e3o determinar o ajuste, a diferen\u00e7a entre al\u00edquota interestadual e interna entra na f\u00f3rmula da MVA ajustada. Mas, novamente, eu validaria a regra espec\u00edfica antes de aplicar o c\u00e1lculo automaticamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando usar a GNRE?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A GNRE \u00e9 usada para recolher tributos estaduais devidos a uma UF diferente daquela onde o contribuinte est\u00e1 domiciliado. O ICMS-ST pode ser recolhido por essa guia quando a regra da opera\u00e7\u00e3o assim determinar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/dados-de-arrecadacao\/gnre-apresentacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro<\/strong><\/a> explica essa fun\u00e7\u00e3o da GNRE e inclui o ICMS-ST entre as receitas poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que eu evitaria \u00e9 transformar a GNRE numa etapa autom\u00e1tica de qualquer venda interestadual. C\u00f3digo de receita, prazo, inscri\u00e7\u00e3o e forma de recolhimento variam conforme a UF favorecida e a situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o a guia entra depois do enquadramento, e n\u00e3o antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim, opera\u00e7\u00e3o interestadual \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de origem, destino, acordo, al\u00edquotas, base, MVA e responsabilidade. Quando essas vari\u00e1veis est\u00e3o bem estruturadas, a conta fica previs\u00edvel; quando est\u00e3o espalhadas em tabelas e mem\u00f3rias individuais, o risco cresce rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona o ICMS-ST para empresas do Simples Nacional?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Simples Nacional costuma gerar uma expectativa de que a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tamb\u00e9m desapare\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 assim. A empresa pode continuar inserida no regime de ST, seja como substitu\u00edda, seja assumindo responsabilidade em determinadas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando a empresa \u00e9 substitu\u00edda<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se ela <span style=\"text-decoration: underline;\">recebe a mercadoria com o imposto j\u00e1 retido, a antecipa\u00e7\u00e3o ocorreu na etapa anterior<\/span>. Nesse caso, a revenda n\u00e3o significa uma nova cobran\u00e7a do mesmo ICMS-ST, embora escritura\u00e7\u00e3o, ressarcimento ou complemento possam seguir regras espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando a empresa \u00e9 substitut<strong>a<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinadas opera\u00e7\u00f5es, a <span style=\"text-decoration: underline;\">empresa pode ser respons\u00e1vel pelo recolhimento<\/span>. A apura\u00e7\u00e3o segue a disciplina da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, e n\u00e3o simplesmente a al\u00edquota efetiva do Simples.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A MVA ajustada muda no Simples?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode haver tratamento espec\u00edfico. Por isso, eu n\u00e3o usaria uma resposta nacional de uma linha. A<strong> Receita Estadual do Rio Grande do Sul, por exemplo, tem orienta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria sobre MVA em opera\u00e7\u00f5es interestaduais envolvendo optantes pelo Simples<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa orienta\u00e7\u00e3o pode ser consultada diretamente na <a href=\"https:\/\/atendimento.receita.rs.gov.br\/e-para-o-optante-pelo-simples-nacional-tambem-ha-diferenca-entre-a-mva-nas-operacoes-internas-e-interestaduais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Receita Estadual do RS<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o o Simples muda o contexto, mas n\u00e3o elimina a necessidade de verificar produto, papel na cadeia e legisla\u00e7\u00e3o estadual. Essa \u00e9 a leitura que eu levaria para a opera\u00e7\u00e3o antes de parametrizar qualquer regra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda no ICMS-ST com a Reforma Tribut\u00e1ria em 2026 e 2027?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui vale separar duas conversas que ficaram misturadas nos \u00faltimos meses. A primeira \u00e9 o futuro do ICMS. A segunda \u00e9 o que a empresa precisa fazer hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/programas-e-atividades\/reforma-tributaria-do-consumo\/entenda\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>cronograma oficial da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo<\/strong><\/a>, 2026 \u00e9 o ano de testes da CBS e do IBS. A transi\u00e7\u00e3o do ICMS e do ISS para o IBS come\u00e7a em 2029 e avan\u00e7a gradualmente at\u00e9 2032. Em 2033, o novo modelo entra em vig\u00eancia integral e o ICMS \u00e9 extinto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Ano<\/strong><\/th><th><strong>O que acontece<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>2026<\/td><td>Ano de testes de CBS e IBS; ICMS continua vigente.<\/td><\/tr><tr><td>2027\u20132028<\/td><td>CBS e IBS passam a ser cobrados; ICMS e ISS permanecem com 100% das al\u00edquotas.<\/td><\/tr><tr><td>2029<\/td><td>Come\u00e7a a redu\u00e7\u00e3o gradual do ICMS e do ISS e o aumento do IBS.<\/td><\/tr><tr><td>2030\u20132032<\/td><td>Transi\u00e7\u00e3o progressiva entre os modelos.<\/td><\/tr><tr><td>2033<\/td><td>Vig\u00eancia integral do novo modelo e extin\u00e7\u00e3o do ICMS e do ISS.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o n\u00e3o: 2026 e 2027 n\u00e3o s\u00e3o anos de abandonar o ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, \u00e9 o contr\u00e1rio. A empresa precisa administrar o tributo atual enquanto prepara sistemas, documentos e processos para os novos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 1\u00ba de janeiro de 2026, a Receita Federal j\u00e1 prev\u00ea obriga\u00e7\u00f5es relacionadas ao destaque de CBS e IBS nos documentos fiscais eletr\u00f4nicos, conforme os leiautes aplic\u00e1veis. As <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/programas-e-atividades\/reforma-tributaria-do-consumo\/orientacoes-2026\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>orienta\u00e7\u00f5es oficiais para 2026<\/strong><\/a> mostram que a transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 chegou \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu resumiria esse momento assim: o Fiscal ganhou uma camada nova sem ter o privil\u00e9gio de desligar a antiga. E isso muda bastante a discuss\u00e3o sobre capacidade operacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"2480\" height=\"2358\" src=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033.png\" alt=\"Cronograma do c\u00e1lculo de ICMS-ST na Reforma Tribut\u00e1ria: al\u00edquotas de ICMS e ISS caem de 100% em 2026 para 60% em 2032 e s\u00e3o extintas em 2033\" class=\"wp-image-38899\" srcset=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033.png 2480w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-300x285.png 300w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-768x730.png 768w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-1024x974.png 1024w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-1536x1460.png 1536w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-2048x1947.png 2048w, https:\/\/www.dattos.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/calculo-de-icms-st-cronograma-reforma-2026-2033-13x12.png 13w\" sizes=\"(max-width: 2480px) 100vw, 2480px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">IBS e CBS entram na base de c\u00e1lculo do ICMS em 2027?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em S\u00e3o Paulo,<strong> a <a href=\"https:\/\/legislacao.fazenda.sp.gov.br\/Paginas\/RC33083_2026.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Resposta \u00e0 Consulta Tribut\u00e1ria 33.083\/2026<\/a> afirma que IBS e CBS, quando efetivamente exig\u00edveis, devem compor o valor da opera\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a base de c\u00e1lculo do ICMS<\/strong>. Para 2026, a pr\u00f3pria consulta afasta essa inclus\u00e3o por causa das regras do ano de teste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a cobran\u00e7a passa a acontecer em 2027, a orienta\u00e7\u00e3o paulista torna essa discuss\u00e3o pr\u00e1tica. Por\u00e9m, ela n\u00e3o deve ser tratada como uma regra nacional autom\u00e1tica. Cada empresa precisa verificar o posicionamento da UF envolvida e o alcance da norma aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o ICMS-ST, ainda existe uma camada adicional. A base pode seguir MVA, pre\u00e7o tabelado, pre\u00e7o sugerido ou outro crit\u00e9rio previsto na legisla\u00e7\u00e3o da mercadoria. Portanto, antes de alterar a parametriza\u00e7\u00e3o, o time fiscal deve confirmar como IBS e CBS interferem naquele m\u00e9todo espec\u00edfico de forma\u00e7\u00e3o da base.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2483205\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PLP 16\/2025<\/a> prop\u00f5e retirar IBS e CBS da base de c\u00e1lculo do ICMS. Em 11 de setembro de 2026, o projeto ainda aguardava parecer na Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. Enquanto n\u00e3o houver mudan\u00e7a legal aprovada, a proposta n\u00e3o pode ser aplicada como regra vigente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os erros mais comuns no c\u00e1lculo de ICMS-ST?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de passar pelas f\u00f3rmulas e atualiza\u00e7\u00f5es, fica f\u00e1cil imaginar que o maior risco \u00e9 errar uma multiplica\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, eu me preocuparia mais com os erros de contexto, porque eles podem se repetir automaticamente em centenas ou milhares de opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Erro<\/strong><\/th><th><strong>Efeito prov\u00e1vel<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Regra vencida<\/td><td>A parametriza\u00e7\u00e3o continua correta para uma legisla\u00e7\u00e3o que j\u00e1 mudou.<\/td><\/tr><tr><td>NCM ou CEST incorreto<\/td><td>A mercadoria pode ser enquadrada no regime errado.<\/td><\/tr><tr><td>MVA errada<\/td><td>A base presumida fica distorcida.<\/td><\/tr><tr><td>Al\u00edquota trocada<\/td><td>A opera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e a ST recebem refer\u00eancias incorretas.<\/td><\/tr><tr><td>Valores fora da base<\/td><td>Frete, seguro, IPI ou despesas s\u00e3o ignorados quando deveriam entrar.<\/td><\/tr><tr><td>FCP ignorado<\/td><td>O recolhimento pode ficar incompleto.<\/td><\/tr><tr><td>GNRE preenchida incorretamente<\/td><td>O valor pode ser direcionado \u00e0 receita ou UF errada.<\/td><\/tr><tr><td>Mem\u00f3ria de c\u00e1lculo inexistente<\/td><td>A empresa n\u00e3o consegue reconstruir o racioc\u00ednio depois.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que acontece quando o ICMS-ST \u00e9 recolhido a menor?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empresa pode ficar sujeita \u00e0 cobran\u00e7a do imposto, juros e penalidades conforme a legisla\u00e7\u00e3o estadual. Como multa e procedimento variam por UF, eu n\u00e3o colocaria um percentual gen\u00e9rico aqui. O melhor controle \u00e9 identificar a diferen\u00e7a antes que ela ganhe escala.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E quando o recolhimento foi maior do que o devido?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podem existir hip\u00f3teses de ressarcimento ou compensa\u00e7\u00e3o, mas o processo tamb\u00e9m depende da legisla\u00e7\u00e3o estadual. Por isso, ter nota, item, base, imposto retido e regra ligados entre si facilita muito qualquer recupera\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que eu guardaria a mem\u00f3ria do c\u00e1lculo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque um resultado sem contexto fica dif\u00edcil de defender. Meses depois, algu\u00e9m pode precisar saber qual MVA estava vigente, qual regra sustentava o enquadramento e por que aquela base foi usada. Se tudo isso vive na cabe\u00e7a de uma pessoa, o processo est\u00e1 mais fr\u00e1gil do que parece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim, eu mediria a qualidade da rotina n\u00e3o apenas pelo n\u00famero de notas sem erro, mas pela capacidade de explicar o c\u00e1lculo, encontrar a exce\u00e7\u00e3o e atualizar a regra sem perder o hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como automatizar o c\u00e1lculo e a confer\u00eancia do ICMS-ST em grandes volumes?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 aqui, a gente trabalhou com uma opera\u00e7\u00e3o por vez. S\u00f3 que, numa empresa grande, <strong>o problema muda de escala rapidamente<\/strong>. S\u00e3o milhares de itens, m\u00faltiplos CNPJs, ERPs diferentes, opera\u00e7\u00f5es para v\u00e1rias UFs e regras que mudam em momentos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse ponto que eu deixo de perguntar <em>\u201ccomo automatizar a f\u00f3rmula?\u201d<\/em> e come\u00e7o a perguntar <em>\u201ccomo automatizar o processo inteiro?\u201d<\/em>. Porque a f\u00f3rmula \u00e9 a parte mais f\u00e1cil de repetir.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que uma calculadora n\u00e3o resolve a opera\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma calculadora recebe par\u00e2metros que algu\u00e9m j\u00e1 escolheu e devolve um n\u00famero. Ela \u00e9 \u00f3tima para validar uma situa\u00e7\u00e3o pontual. Em escala, por\u00e9m, <strong>ainda \u00e9 preciso trazer dados, padronizar campos, identificar a regra, aplicar a l\u00f3gica, comparar o resultado e tratar as diferen\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como a Dattos entra nesse processo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente nessa passagem do c\u00e1lculo unit\u00e1rio para o <strong>controle em escala que a <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dattos<\/a> faz sentido<\/strong>. A plataforma consegue receber dados de diferentes fontes, preparar essas informa\u00e7\u00f5es, aplicar regras definidas pelo time e comparar o resultado com registros fiscais e cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Etapa<\/strong><\/th><th><strong>Como pode ser estruturada na Dattos<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Captura<\/td><td>Arquivos, XMLs, SPED, ERP, banco de dados, SFTP ou APIs entram no processo.<\/td><\/tr><tr><td>Prepara\u00e7\u00e3o<\/td><td>Campos, chaves e formatos s\u00e3o padronizados para permitir compara\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td>C\u00e1lculo<\/td><td>Regras de neg\u00f3cio podem ser configuradas conforme a l\u00f3gica validada pelo time.<\/td><\/tr><tr><td>Concilia\u00e7\u00e3o<\/td><td>O esperado \u00e9 comparado com documento fiscal, apura\u00e7\u00e3o ou registro cont\u00e1bil.<\/td><\/tr><tr><td>Tratamento<\/td><td>Diverg\u00eancias ficam vis\u00edveis para an\u00e1lise, justificativa e aprova\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td>Evid\u00eancia<\/td><td>Hist\u00f3rico de carregamentos, regras, justificativas e aprova\u00e7\u00f5es ajuda na rastreabilidade.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/processos\/apuracoes-e-calculos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>apura\u00e7\u00f5es e c\u00e1lculos da Dattos<\/strong><\/a> mostra como regras personalizadas podem ser aplicadas em grandes volumes. J\u00e1 as <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/solucoes\/conciliacoes-fiscais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>concilia\u00e7\u00f5es fiscais<\/strong><\/a> cruzam registros fiscais, sistemas de apura\u00e7\u00e3o e sistemas de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A Dattos decide qual regra tribut\u00e1ria usar?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. E eu faria quest\u00e3o de manter essa fronteira muito clara. A interpreta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria precisa ser definida e validada pelo time respons\u00e1vel e, quando necess\u00e1rio, por especialistas. A tecnologia entra para executar, comparar, registrar e escalar uma l\u00f3gica j\u00e1 aprovada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Onde entra a concilia\u00e7\u00e3o de ICMS?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/solucoes\/conciliacao-icms\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>concilia\u00e7\u00e3o de ICMS da Dattos<\/strong><\/a> os dados fiscais e cont\u00e1beis podem ser cruzados para identificar inconsist\u00eancias e centralizar o acompanhamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para mim, esse \u00e9 o ganho mais importante:<span style=\"text-decoration: underline;\"> o c\u00e1lculo deixa de ser um n\u00famero isolado e vira um processo verific\u00e1vel<\/span>. Quando a regra muda, a empresa consegue ajustar o fluxo, testar o impacto e enxergar diverg\u00eancias com muito menos depend\u00eancia de confer\u00eancia manual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQ: quais s\u00e3o as principais d\u00favidas sobre c\u00e1lculo de ICMS-ST?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de concluir, <strong>eu quero responder de forma direta \u00e0s perguntas que mais aparecem nas buscas e que tamb\u00e9m surgem quando a equipe entra no detalhe da opera\u00e7\u00e3o<\/strong>. O objetivo aqui \u00e9 facilitar a consulta sem apagar as condi\u00e7\u00f5es que mudam de estado para estado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a base de c\u00e1lculo do ICMS-ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depende da regra da mercadoria. Ela pode ser um valor previamente estabelecido ou partir do pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o acrescido de frete, seguro, impostos, despesas e MVA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber o ST de um produto?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Verifique NCM, CEST, legisla\u00e7\u00e3o estadual, origem, destino, conv\u00eanios ou protocolos e a data da opera\u00e7\u00e3o. CEST sozinho n\u00e3o confirma a incid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como calcular ICMS-ST com MVA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a legisla\u00e7\u00e3o usa MVA, forma-se a base com os componentes previstos e aplica-se a margem. Depois, calcula-se o imposto pela al\u00edquota interna e deduz-se o ICMS pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber a MVA correta?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consulte a legisla\u00e7\u00e3o estadual ou o acordo espec\u00edfico da mercadoria e confirme a vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">ICMS-ST \u00e9 cobrado duas vezes?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em regra, n\u00e3o. O imposto das opera\u00e7\u00f5es subsequentes \u00e9 antecipado pelo substituto, embora existam hip\u00f3teses de complemento ou ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Empresa do Simples Nacional paga ICMS-ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode estar sujeita ao regime, dependendo da posi\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o, da mercadoria e da legisla\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como calcular a GNRE do ICMS-ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A GNRE \u00e9 a guia de recolhimento para outra UF quando aplic\u00e1vel. O valor nasce do c\u00e1lculo da ST; c\u00f3digo, prazo e preenchimento seguem a disciplina do estado favorecido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Preciso considerar FCP no ICMS-ST?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinadas opera\u00e7\u00f5es, sim. A incid\u00eancia, a base e o percentual dependem da legisla\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O ICMS-ST acaba em 2026?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. O ICMS continua vigente; a transi\u00e7\u00e3o para o IBS come\u00e7a em 2029 e a extin\u00e7\u00e3o do ICMS est\u00e1 prevista para 2033.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber se um produto saiu da ST em 2026?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consulte a legisla\u00e7\u00e3o atualizada da UF e a data de vig\u00eancia. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, a Portaria SRE 34\/2026 muda o tratamento de diferentes grupos em 1\u00ba de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se eu tivesse que condensar todas essas respostas em uma s\u00f3 ideia, seria esta: existe uma f\u00f3rmula central, mas o c\u00e1lculo confi\u00e1vel depende das condi\u00e7\u00f5es que cercam a opera\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que fonte oficial, vig\u00eancia e controle dos par\u00e2metros importam tanto quanto a matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como se preparar para as mudan\u00e7as sem perder o controle do ICMS-ST atual?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de passar por tudo isso, eu voltaria \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que abriu este artigo. Em 2026, <strong>a empresa n\u00e3o pode escolher entre cuidar do ICMS-ST ou olhar para a Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong>. Ela <span style=\"text-decoration: underline;\">precisa fazer as duas coisas<\/span> ao mesmo tempo, porque o sistema atual continua valendo enquanto o novo come\u00e7a a entrar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, eu come\u00e7aria revisando onde est\u00e3o as regras atuais, quem mant\u00e9m cada par\u00e2metro, como as vig\u00eancias s\u00e3o registradas e como a empresa testa mudan\u00e7as antes de colocar uma nova l\u00f3gica em produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, eu olharia para a confer\u00eancia. Se a regra muda, o processo precisa mostrar rapidamente se os resultados mudaram junto. Caso contr\u00e1rio, a empresa s\u00f3 descobre a diverg\u00eancia quando ela j\u00e1 passou por muitas notas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para apoiar essa prepara\u00e7\u00e3o, a Dattos reuniu um <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/en\/contents\/checklist-reforma-tributaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>checklist da Reforma Tribut\u00e1ria para finan\u00e7as<\/strong><\/a> com cronograma at\u00e9 2033, impactos por \u00e1rea, documentos, riscos e a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m existe o <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/curso-reforma-tributaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>curso gratuito Reforma Tribut\u00e1ria na pr\u00e1tica<\/strong><\/a> para quem quer transformar a mudan\u00e7a legal em decis\u00f5es operacionais para fiscal, finan\u00e7as, contabilidade e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E eu fecharia com uma pergunta que serve tanto para ICMS-ST quanto para o que vem pela frente:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quando uma regra muda, a sua opera\u00e7\u00e3o consegue mudar junto sem perder a hist\u00f3ria do que estava valendo antes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a resposta depende de abrir v\u00e1rias planilhas, encontrar a vers\u00e3o certa de uma tabela e chamar algu\u00e9m que <em>\u201csempre fez assim\u201d<\/em>, j\u00e1 apareceu um ponto de aten\u00e7\u00e3o. Porque <strong>o c\u00e1lculo pode come\u00e7ar numa f\u00f3rmula, mas a confian\u00e7a no n\u00famero nasce do processo inteiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<script charset=\"utf-8\" type=\"text\/javascript\" src=\"\/\/js.hsforms.net\/forms\/embed\/v2.js\"><\/script>\n<script>\n  hbspt.forms.create({\n    region: \"na1\",\n    portalId: \"24368585\",\n    formId: \"491f4988-6c0a-430f-a263-30272d2cab7a\"\n  });\n<\/script>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e1lculo de ICMS-ST: veja f\u00f3rmula, MVA ajustada, exemplo passo a passo, GNRE, Simples Nacional e o que muda em 2026.<\/p>","protected":false},"author":24,"featured_media":23476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[207],"tags":[266,380],"class_list":["post-22354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fiscal-e-tributario","tag-calculo-de-icms-st","tag-fiscal-e-tributario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22354"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38920,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22354\/revisions\/38920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}