{"id":30710,"date":"2025-09-04T17:41:22","date_gmt":"2025-09-04T20:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dattos.com.br\/?p=30710"},"modified":"2025-09-04T17:41:27","modified_gmt":"2025-09-04T20:41:27","slug":"risco-sacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/blog\/risco-sacado\/","title":{"rendered":"Risco sacado: o que muda em 2025 com o novo decreto?"},"content":{"rendered":"<p>El <strong>risco sacado<\/strong> \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o financeira amplamente utilizada por grandes empresas para otimizar o fluxo de caixa e negociar prazos com fornecedores. Mas, com a publica\u00e7\u00e3o do <strong>Decreto 12.466\/2025<\/strong>, essa estrat\u00e9gia passou a exigir mais aten\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil e fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o estamos falando de pequenos ajustes: \u00e9 um <strong>redesenho das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong> que pode impactar diretamente a conformidade, a apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o e at\u00e9 o custo do capital.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a <a href=\"https:\/\/kbs.kpmg.com.br\/artigo-transacoes-risco-sacado-%2520reverse-factoring\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>KPMG<\/em><\/a>, o novo enquadramento altera a forma como as empresas reportam essas opera\u00e7\u00f5es, exigindo <strong>revis\u00e3o de classifica\u00e7\u00f5es, ajustes nas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e maior controle das informa\u00e7\u00f5es<\/strong> compartilhadas com o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, voc\u00ea vai entender <strong>o que \u00e9 o risco sacado e como ele funciona na pr\u00e1tica<\/strong>, quais foram as mudan\u00e7as trazidas pelo Decreto 12.466\/2025, os principais impactos cont\u00e1beis e fiscais, al\u00e9m de um <strong>checklist de conformidade com 5 passos essenciais para n\u00e3o errar em 2025<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a1Feliz lectura!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que voc\u00ea vai ler neste artigo?<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Como o risco sacado funciona em detalhe, desde a aprova\u00e7\u00e3o da fatura at\u00e9 a antecipa\u00e7\u00e3o feita pelo banco, mostrando por que essa pr\u00e1tica se consolidou como uma das principais solu\u00e7\u00f5es de capital de giro no Brasil e na Am\u00e9rica Latina.<\/li>\n\n\n\n<li>As mudan\u00e7as impostas pelo Decreto 12.466\/2025, que redefiniram a classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da opera\u00e7\u00e3o, inclu\u00edram a cobran\u00e7a obrigat\u00f3ria de IOF e criaram novas exig\u00eancias no SPED e nas notas explicativas, aumentando a responsabilidade das empresas.<\/li>\n\n\n\n<li>Quais etapas pr\u00e1ticas s\u00e3o necess\u00e1rias para implementar o risco sacado de forma segura, passando pelo diagn\u00f3stico de contratos, atualiza\u00e7\u00e3o do ERP, revis\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es fiscais e integra\u00e7\u00e3o com auditoria e conselho para refor\u00e7ar a transpar\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Os principais benef\u00edcios e desafios desse modelo de financiamento, que ao mesmo tempo fortalece a cadeia de suprimentos e amplia os prazos de pagamento, mas exige governan\u00e7a mais r\u00edgida, maior controle regulat\u00f3rio e aten\u00e7\u00e3o redobrada da \u00e1rea fiscal.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 risco sacado e como funciona na pr\u00e1tica?<\/h2>\n\n\n\n<p>Seg\u00fan el <a href=\"https:\/\/content.btgpactual.com\/blog\/empresas\/risco-sacado-entenda-a-operacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BTG Pactual<\/a>, <strong>o risco sacado (ou &#8220;reverse factoring&#8221;) \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o de antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis<\/strong>. O fluxo funciona assim:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O fornecedor vende produtos ou servi\u00e7os ao comprador (sacado);<\/li>\n\n\n\n<li>O comprador aprova a fatura;<\/li>\n\n\n\n<li>Um banco ou institui\u00e7\u00e3o financeira antecipa o pagamento ao fornecedor;<\/li>\n\n\n\n<li>O banco recebe o pagamento do comprador na data acordada.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Em 2023, segundo dados do <strong>Banco Mundial<\/strong>, <strong>mais de 20% das grandes corpora\u00e7\u00f5es latino-americanas<\/strong> j\u00e1 utilizavam essa estrutura para fortalecer a cadeia de suprimentos, especialmente em setores como <strong>agroneg\u00f3cio, tecnologia e bens de consumo<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>En otras palabras:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>\u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o de capital de giro para fornecedores<\/strong> que precisam de liquidez;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tem o aval do comprador<\/strong>, o que reduz risco para o banco;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Diminui a taxa de inadimpl\u00eancia<\/strong> para a institui\u00e7\u00e3o financeira;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pode ser classificada como d\u00edvida ou conta a pagar<\/strong>, dependendo da estrutura do contrato.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No Brasil, o modelo se popularizou porque <strong>permite estender prazos de pagamento<\/strong> sem comprometer o fluxo de caixa da empresa compradora, um ponto cr\u00edtico em mercados com juros elevados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco sacado em 2025: quais s\u00e3o as novas exig\u00eancias fiscais e como se adaptar?<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor do <strong>Decreto 12.466\/2025<\/strong>, o risco sacado passou a ter um novo tratamento fiscal. Isso significa mais obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, maior rigor na classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil e aten\u00e7\u00e3o redobrada \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o enviada aos \u00f3rg\u00e3os reguladores. A seguir, listamos as principais exig\u00eancias que passaram a valer a partir de 2025:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Exig\u00eancia<\/strong><\/td><td><strong>Detalhes<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td>Passivo financeiro no balan\u00e7o patrimonial, deixando de constar apenas como \u201cfornecedores\u201d.<\/td><\/tr><tr><td><strong>IOF<\/strong><\/td><td>Incid\u00eancia obrigat\u00f3ria em todas as transa\u00e7\u00f5es, com al\u00edquota a depender do prazo e valor.<\/td><\/tr><tr><td><strong>SPED<\/strong><\/td><td>Identifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da opera\u00e7\u00e3o, com campos adicionais no ECD e ECF.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Notas Explicativas<\/strong><\/td><td>Descri\u00e7\u00e3o detalhada das condi\u00e7\u00f5es, taxas e impactos financeiros da opera\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Em resumo, o que mudou com o decreto no risco sacado:<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Passa a ser classificado como <strong>passivo financeiro (d\u00edvida)<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Exige <strong>divulga\u00e7\u00e3o detalhada nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Gera <strong>incid\u00eancia de IOF<\/strong> \u2014 mesmo se a empresa n\u00e3o contrair o cr\u00e9dito diretamente;<br><em>No caso do IOF, a al\u00edquota atualmente aplicada para opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito \u00e9 de <\/em><strong><em>0,0041% ao dia<\/em><\/strong><em>, limitada a <\/em><strong><em>1,5% ao ano<\/em><\/strong><em>, mais o adicional de 0,38% sobre o valor total da opera\u00e7\u00e3o. Isso significa que, em um contrato de R$ 1 milh\u00e3o com prazo de 90 dias, o custo do IOF pode chegar a aproximadamente R$ 4.100,00, al\u00e9m do adicional, impactando diretamente o custo efetivo da opera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li>Obriga <strong>identifica\u00e7\u00e3o clara no SPED<\/strong> e em <strong>notas explicativas<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Amplia a <strong>fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal<\/strong> sobre contratos e registros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Seg\u00fan <strong>Ernst &amp; Young<\/strong>, essa mudan\u00e7a deve aumentar a transpar\u00eancia para investidores e credores, mas tamb\u00e9m <strong>elevar o custo administrativo<\/strong> para manter a conformidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como implementar o risco sacado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Colocar o risco sacado em pr\u00e1tica com seguran\u00e7a e conformidade exige mais do que fechar acordos com fornecedores e institui\u00e7\u00f5es financeiras. \u00c9 preciso<strong> revisar processos internos, atualizar sistemas e garantir que as obriga\u00e7\u00f5es fiscais estejam sendo atendidas desde o primeiro registro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-18203d2faf910fbcf1bf908f61c69279\" style=\"background-color:#7eb905\"><strong>Por exemplo:<\/strong> uma empresa que antes classificava o risco sacado como \u201cfornecedores\u201d poderia apresentar um <strong>EBITDA artificialmente mais alto<\/strong>, j\u00e1 que a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o aparecia como d\u00edvida. Com o novo enquadramento como <strong>passivo financeiro<\/strong>, o mesmo valor agora entra no c\u00e1lculo do endividamento, o que pode alterar <strong>covenants banc\u00e1rios<\/strong> e condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Etapa<\/strong><\/td><td><strong>A\u00e7\u00e3o recomendada<\/strong><\/td><td><strong>Por que \u00e9 importante<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/td><td>Avaliar a estrutura atual, contratos e classifica\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis.<\/td><td>Evita que opera\u00e7\u00f5es sejam registradas de forma incorreta, prevenindo distor\u00e7\u00f5es no balan\u00e7o e riscos de autua\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Contrato<\/strong><\/td><td>Formalizar termos com fornecedores e bancos, incluindo cl\u00e1usulas sobre prazos, taxas e responsabilidade pelo IOF.<\/td><td>Garante clareza jur\u00eddica e fiscal, evitando interpreta\u00e7\u00f5es divergentes pela Receita ou auditoria.<\/td><\/tr><tr><td><strong>ERP<\/strong><\/td><td>Atualizar integra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis e fiscais para identificar e classificar automaticamente o risco sacado.<\/td><td>Reduz erros manuais e agiliza o fechamento cont\u00e1bil e fiscal.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Compliance<\/strong><\/td><td>Garantir divulga\u00e7\u00e3o correta nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras, registro no SPED e documenta\u00e7\u00e3o para auditorias.<\/td><td>Mant\u00e9m a conformidade regulat\u00f3ria e refor\u00e7a a credibilidade da empresa com investidores e credores.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Um ponto cr\u00edtico \u00e9 a <strong>integra\u00e7\u00e3o de dados<\/strong>: empresas que mant\u00eam seus ERPs alinhados com sistemas fiscais reduzem em at\u00e9 <strong>40% o risco de autua\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br>Saiba mais sobre esse assunto | <a href=\"https:\/\/www.dattos.com.br\/es\/contenidos\/dattos-insights-report-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Report de 2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Checklist de conformidade p\u00f3s-decreto: quais s\u00e3o os 5 passos para n\u00e3o errar no risco sacado em 2025?<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta mais apenas entender o conceito de risco sacado: <strong>\u00e9 preciso adotar uma rotina de conformidade que assegure transpar\u00eancia e precis\u00e3o em cada registro<\/strong>. Para facilitar esse processo, preparamos um checklist pr\u00e1tico com cinco passos essenciais para se adaptar \u00e0s novas regras e evitar problemas com a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mapeie todos os contratos existentes para identificar opera\u00e7\u00f5es que se enquadram como risco sacado.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Reclassifique corretamente no balan\u00e7o, separando passivos financeiros de fornecedores.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Atualize o ERP para registrar a opera\u00e7\u00e3o com o c\u00f3digo fiscal adequado.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Comunique ao conselho e auditoria as mudan\u00e7as, incluindo impactos no endividamento.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Reforce o compliance fiscal com revis\u00f5es peri\u00f3dicas e documenta\u00e7\u00e3o para inspe\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Seguir esse checklist ajuda a evitar interpreta\u00e7\u00f5es erradas pela Receita e mant\u00e9m a empresa preparada para auditorias internas e externas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que considerar o risco sacado para sua empresa?<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais que uma tend\u00eancia financeira, o risco sacado pode ser um <strong>instrumento estrat\u00e9gico<\/strong> para quem busca <strong>efici\u00eancia, previsibilidade e relacionamento s\u00f3lido com fornecedores<\/strong>. Segundo a <a href=\"https:\/\/www.mckinsey.com.br\/capabilities\/operations\/our-insights\/supply-chain-risk-survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>McKinsey<\/strong><\/a>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Estruturas de financiamento de cadeia de suprimentos <strong>reduzem o custo total em at\u00e9 5%<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Podem melhorar em <strong>at\u00e9 15 dias<\/strong> o prazo m\u00e9dio de pagamento (<em>Days Payable Outstanding &#8211; DPO<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para fornecedores, o benef\u00edcio \u00e9 ainda mais claro: aqueles que participam de programas de risco sacado <strong>crescem 1,5x mais r\u00e1pido<\/strong> por terem acesso a capital mais barato, fortalecendo toda a cadeia produtiva. Ou seja:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fortalece a cadeia de suprimentos<\/strong> ao melhorar o capital de giro de fornecedores;<\/li>\n\n\n\n<li>Permite <strong>prazos mais longos<\/strong> sem sufocar o fluxo de caixa;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aumenta previsibilidade<\/strong> e reduz incertezas;<\/li>\n\n\n\n<li>Apoia metas <strong>ESG<\/strong> ao facilitar acesso a cr\u00e9dito para pequenos e m\u00e9dios fornecedores.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os principais desafios do risco sacado e como solucion\u00e1-los?<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo sendo uma estrat\u00e9gia vantajosa, o risco sacado traz consigo uma s\u00e9rie de desafios t\u00e9cnicos e operacionais. Para manter a conformidade e extrair o melhor da opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamental conhecer os principais obst\u00e1culos e como super\u00e1-los com efici\u00eancia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Reclassifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil<\/strong> pode impactar indicadores-chave e covenants financeiros;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Custos tribut\u00e1rios<\/strong> aumentam com IOF e poss\u00edveis efeitos em IRPJ\/CSLL;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ajustes nos ERPs<\/strong> e integra\u00e7\u00f5es de dados demandam investimento;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Risco de autua\u00e7\u00e3o<\/strong> por erro na classifica\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-717d2766104f719454f821468114e7fd\" style=\"background-color:#7eb905\"><em>No SPED, por exemplo, a opera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser registrada com identifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no <\/em><strong><em>Bloco J (ECD)<\/em><\/strong><em> e refletida nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis com notas explicativas que descrevam taxas, prazos e condi\u00e7\u00f5es. A aus\u00eancia dessa informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi motivo de autua\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00f5es semelhantes, segundo dados divulgados pela Receita Federal em 2024.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como mitigar esses riscos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Implementar <strong>checklists internos de conformidade<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Automatizar a <strong>classifica\u00e7\u00e3o e reporte de opera\u00e7\u00f5es<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Revisar contratos com foco em <strong>clareza fiscal<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Treinar equipes cont\u00e1bil e fiscal sobre o novo enquadramento.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQ: o que mais voc\u00ea precisa saber sobre o risco sacado em 2025?<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s entender as mudan\u00e7as do Decreto 12.466\/2025 e os cuidados necess\u00e1rios, ainda restam d\u00favidas comuns sobre o risco sacado \u2014 principalmente no que diz respeito \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil, tributa\u00e7\u00e3o e limites de uso da opera\u00e7\u00e3o. Para esclarecer esses pontos, reunimos abaixo as <strong>respostas para as perguntas mais frequentes que surgem em 2025<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Risco sacado \u00e9 considerado d\u00edvida ou conta a pagar?<\/h3>\n\n\n\n<p>Com o Decreto 12.466\/2025, deve ser classificado como <strong>passivo financeiro<\/strong>, ou seja, entra como d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Existe incid\u00eancia de IOF em todas as opera\u00e7\u00f5es?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. O novo decreto determina a incid\u00eancia de IOF, mesmo quando a empresa n\u00e3o realiza diretamente o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Como evitar problemas com a Receita Federal?<\/h3>\n\n\n\n<p>Atualize seus registros cont\u00e1beis, documente os contratos e integre sistemas para garantir transpar\u00eancia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Empresas de todos os tamanhos podem operar com risco sacado?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim, mas \u00e9 mais comum em empresas de grande porte com alto volume de compras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. Risco sacado \u00e9 ilegal?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. \u00c9 uma pr\u00e1tica legal e regulada, desde que esteja <strong>adequadamente registrada e tributada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o IOF pode impactar de forma estrat\u00e9gica suas opera\u00e7\u00f5es com risco sacado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o Decreto 12.466\/2025, o IOF passou a ser um elemento central nas opera\u00e7\u00f5es de risco sacado. Mais do que uma obriga\u00e7\u00e3o fiscal, ele altera diretamente o custo da opera\u00e7\u00e3o e a forma como o fluxo de caixa deve ser planejado. Isso exige aten\u00e7\u00e3o redobrada da \u00e1rea financeira para evitar distor\u00e7\u00f5es e manter a conformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apoiar gestores e equipes, preparamos um <strong>guia completo sobre IOF<\/strong>, que detalha os efeitos pr\u00e1ticos desse imposto no dia a dia das empresas. O material mostra como calcular corretamente, quais s\u00e3o os pontos de maior risco e como estruturar controles que garantam precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste guia, voc\u00ea vai encontrar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Exemplos pr\u00e1ticos de c\u00e1lculo do IOF em opera\u00e7\u00f5es de risco sacado.<\/li>\n\n\n\n<li>Orienta\u00e7\u00f5es para manter a conformidade fiscal e cont\u00e1bil em 2025.<\/li>\n\n\n\n<li>As 4 etapas essenciais para estruturar um controle eficiente de contas a pagar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-a89b3969 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 is-style-outline is-style-outline--1\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-text-color has-background has-text-align-center has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/iof.dattos.ai\/\" style=\"border-radius:100px;background-color:#7eb905;font-size:19px;font-style:normal;font-weight:700;letter-spacing:1px\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acesse nosso guia completo e gratuito do IOF<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba o que muda no risco sacado com o Decreto 12.466\/2025. 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