IFRS 16: tudo que você precisa saber sobre esta norma contábil

IFRS 16: o que você sabe a respeito desta norma contábil? Confira todas as informações sobre o assunto neste artigo!
Funcionários em um escritório aprendendo sobre o IFRS16.

IFRS 16: no universo contábil, a implementação de novas normas representa uma transformação significativa. Dessa forma, afetando a maneira como as empresas relatam e gerenciam suas operações financeiras. Este padrão emergiu como uma dessas mudanças fundamentais, especialmente para as organizações que lidam com arrendamentos.

Com a promessa de maior transparência e alinhamento internacional, o IFRS 16 introduziu uma abordagem revolucionária no tratamento dos arrendamentos. Em outras palavras, a norma redesenhou as regras do jogo

O nosso objetivo com este conteúdo é demonstrar uma jornada detalhada pelo universo do IFRS 16. Para tanto, fornecemos um guia completo que abrange desde os princípios básicos até os impactos tangíveis nas demonstrações financeiras das empresas. Acompanhe!

IFRS 16 e seu conceito na contabilidade

O International Financial Reporting Standard 16 (IFRS 16) é uma norma contábil desenvolvida para regulamentar o tratamento contábil de arrendamentos. Seu objetivo é proporcionar maior transparência nas demonstrações financeiras das empresas que utilizam esse tipo de procedimento arrendatário.

Lançado em janeiro de 2016 pelo International Accounting Standards Board (IASB), o IFRS 16 entrou em vigor em janeiro de 2019. Essa data marcou uma mudança significativa nas práticas contábeis relacionadas a arrendamentos.

Quais são os objetivos da norma IFRS 16?

O IFRS 16 foi concebido com o intuito de superar deficiências percebidas em normas anteriores. Assim, ela proporciona maior clareza e comparabilidade às informações contábeis. Seus principais objetivos incluem:

  • Eliminação de divergências: busca eliminar as divergências entre os métodos de contabilidade de arrendamentos, garantindo uma abordagem única e consistente;
  • Transparência aprimorada: proporciona maior transparência ao exigir que os arrendatários relatam todos os arrendamentos significativos em seus balanços patrimoniais;
  • Alinhamento internacional: busca harmonizar as práticas contábeis em todo o mundo, facilitando a comparação entre as demonstrações financeiras de diferentes empresas.

Principais mudanças em relação às normas anteriores

Antes do IFRS 16, os arrendatários podiam classificar seus contratos de arrendamento como operacionais. Dessa forma, eles não impactavam diretamente seus balanços patrimoniais.

Com a entrada em vigor do IFRS 16, os arrendatários agora são obrigados a reconhecer a maioria dos arrendamentos no demonstrativo. Assim, introduzindo um novo método de contabilização conhecido como o modelo de arrendamento financeiro.

Essa mudança tem implicações significativas para a apresentação das demonstrações financeiras. Ela altera algumas métricas chaves, bem como que as empresas comunicam seus arrendamentos aos stakeholders.

O escopo e aplicação da IFRS 16

Entender o escopo e a aplicação da IFRS é fundamental para buscar a conformidade eficaz da norma. Neste tópico, exploraremos esses aspectos em detalhes.

Quais são os contratos afetados pelo IFRS 16?

O IFRS 16 aplica-se a praticamente todos os contratos de arrendamento, com algumas exceções específicas.

Se um contrato confere o direito de usar um ativo identificável por um período determinado em troca de um pagamento, é provável que esteja dentro do escopo do IFRS 16. Isso inclui, mas não se limita a, contratos de locação de imóveis, veículos, equipamentos e outros ativos tangíveis.

É o fim dos arrendamentos operacionais e financeiros?

Sem dúvidas, a mudança mais marcante da IFRS 16 é a eliminação das alternativas do arrendamento operacional e financeiro. A partir de então, temos um novo modelo de classificação para esse tipo de contrato.

Dessa forma, o arrendatário passa a contabilizar informações financeiras que são características de quem tem o controle do ativo. Ou seja, em seus demonstrativos contábeis devem existir as informações de:

  • Riscos relacionados ao uso do ativo;
  • Benefícios financeiros e patrimoniais auferidos com o uso do ativo;
  • Identificação do bem arrendado no balanço patrimonial.

Quais os exemplos práticos para ilustrar a aplicação da norma?

Para uma compreensão mais clara, consideremos exemplos práticos de arrendamentos e como o IFRS 16 afeta sua contabilização.

Desde contratos de locação de escritórios até acordos de aluguel de frotas de veículos, podem se enquadrar no escopo do IFRS 16.  Veja como funciona em alguns casos hipotéticos:

Arrendamento de equipamentos tecnológicos

Antes da norma, os contratos de arrendamento de computadores e servidores eram classificados como operacionais. Logo, não eram contabilizados e não afetavam o balanço patrimonial.

Com a IFRS 16, os contratos entram nos demonstrativos. Assim, a contabilidade é obrigada a fazer a devida escrituração, reconhecendo os ativos e passivos associados a esse tipo de contratação.

Arrendamento de maquinário industrial

Da mesma forma que o exemplo anterior, esse tipo de arrendamento não causava reflexo nas demonstrações financeiras da empresa.

Com a edição da norma, essas máquinas e equipamentos e todos os seus custos e beneficiamentos devem compor o balanço patrimonial das empresas.

Enfim, esses são apenas alguns exemplos hipotéticos simples para você entender o “antes e depois” da existência da IFRS 16.

A implementação desse conceito reflete diretamente no fechamento contábil da empresa. Nós temos um conteúdo completo sobre esse assunto. Clique no link abaixo para saber mais!

O impacto do IFRS 16 nos demonstrativos e processos gerenciais

Agora, exploraremos como as mudanças na contabilização se traduzem em alterações nas métricas financeiras e na apresentação geral das demonstrações. Continue lendo!

Qual impacto no balanço patrimonial e demonstração de resultados?

A falta de reconhecimento dos contratos de arrendamento no balanço patrimonial levava a uma subestimação dos passivos da empresa.

Assim, a inclusão de arrendamentos financeiros no demonstrativo resulta em um aumento significativo nos ativos e passivos. Desse modo, a norma afeta diretamente a posição patrimonial e financeira da companhia.

Além disso, os pagamentos de arrendamento anteriores eram tratados como despesas operacionais na demonstração de resultado. Fazendo com que essa rubrica tivesse seu valor aumentado.

A norma reduziu as despesas operacionais contábeis. Mas, introduziu uma nova categoria de despesas de depreciação e juros associados aos arrendamentos financeiros.

Como ficam as métricas financeiras e indicadores de desempenho?

Um reflexo importante do IFRS 16 foi no indicador EBITDA das companhias. Antes da norma, ele poderia sofrer aumentos que não refletiam a realidade da empresa. Afinal, os pagamentos de arrendamento anteriormente contabilizados como despesas operacionais agora são removidos.

O aumento nos ativos e passivos — oriundos da contabilização de arrendamentos financeiros — pode impactar essa métrica de alavancagem financeira. Assim, permitindo que ela fique dentro da realidade atual do negócio.

Qual impacto nas análises de crédito?

Os arrendamentos operacionais, muitas vezes, não eram totalmente considerados em análises de crédito. A inclusão de arrendamentos no balanço patrimonial pode afetar a avaliação de riscos. Consequentemente, interferindo na capacidade de endividamento das empresas.

Esse fator, torna a análise de crédito mais restritiva em alguns casos. Afinal, as financeiras terão acesso a uma informação mais detalhada sobre a capacidade de pagamento da companhia. Assim, oferecerá alternativas de crédito mais adequadas à realidade do negócio.

Como a norma interfere na tomada de decisões?

A falta de transparência completa sobre as obrigações de arrendamento influenciava negativamente as decisões de investimento. Principalmente, as que possuíam relação com estratégias de crescimento.

Com o IFRS 16 as empresas têm uma visão mais clara das obrigações de arrendamento. Assim, possuindo mais informações que impactam as decisões estratégicas relacionadas a investimentos e alocação de recursos.

Desafios e complexidades trazidos pela IFRS 16

A transição para o IFRS 16 representa um desafio significativo para as empresas. Ela exige uma abordagem cuidadosa e uma compreensão aprofundada das novas normas contábeis. Exploraremos os desafios e complexidades que as organizações podem enfrentar durante o processo de implementação do IFRS 16. Confira!

Como funciona a identificação e avaliação de contratos de arrendamento?

Identificar todos os contratos de arrendamento dentro da organização pode ser complexo. Principalmente, em empresas que movimentam grandes volumes de dados.

A solução, nesse caso, é implementar um processo robusto para revisar contratos existentes. Nesse caso, envolvendo diferentes departamentos e garantindo que nenhum contrato relevante seja negligenciado.

Como são feitos os cálculos de pagamentos futuros e taxas de desconto

Calcular com precisão os pagamentos futuros de arrendamento e as taxas de desconto pode ser desafiador. Afinal, essa prática requer uma compreensão sólida dos princípios contábeis e financeiros.

Assim, a colaboração entre as equipes de contabilidade e finanças é fundamental. Também é importante o uso de ferramentas e sistemas que facilitam a análise de dados e executam cálculos precisos.

Qual a importância da adoção de boas práticas de governança?

Manter uma governança eficaz ao longo do processo de implementação também é algo que se torna desafiador. Especialmente, em grandes companhias com números exorbitantes de contratos de arrendamento.

Nesse sentido, vale a pena estabelecer comitês de governança para implementação da norma. Assim, envolvendo partes interessadas-chave para garantir a comunicação transparente durante todo o processo.

A conciliação de dados é uma etapa essencial na adoção de boas práticas de governança. Nós temos um webinário gravado sobre o assunto. Disponibilizamos ele para você assistir no link baixo:

Qual o impacto do uso de sistema de informações financeiras e tecnologia no processo?

Finalmente, muitas empresas enfrentam desafios ao adaptar seus sistemas de informações financeiras para acomodar as novas exigências do IFRS 16.

A solução básica seria investir em sistemas e tecnologias que automatizam o processo de contabilização de arrendamentos. Assim, eles facilitariam a geração de relatórios conforme o IFRS 16.

Contudo, nem todo software pode proporcionar esse nível de gerenciamento esperado. Por exemplo, ERPs e Planilhas são ferramentas tecnológicas interessantíssimas. Mas, eles não são suficientes para ter uma gestão de dados, efetivamente, eficiente.

O ideal é contar com uma solução completa de automatização da área contábil do seu negócio. Permitindo a gestão de dados e automação de processos de conciliação e reconciliação. Tanto na área financeira quanto contábil.

Por fim, é importante ter em mente que a correta implementação da IFRS 16 demanda o conhecimento técnico que mencionamos ao longo deste conteúdo. Além disso, é indispensável dispor de uma solução completa de gerenciamento e automatização de dados.

Portanto, convidamos a fazer um diagnóstico gratuito e sem compromisso em nossa solução. Clique no link abaixo e veja como a Dattos pode revolucionar a gestão de dados do seu negócio.

Felipe Laneri

Felipe Laneri

Especialista Dattos em tecnologia e automação de preparação e análise de dados financeiros.

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