Mulheres em TI: o que mudou em mais de 25 anos e o que ainda precisa mudar?

22 de septiembre de 2026
19 minutos de lectura
Mulheres em TI ainda são minoria no Brasil. Angela Di Tomaso, da Omnicom, analisa dados e compartilha aprendizados de mais de 25 anos em tecnologia.
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LasLos mulheres em TI representam apenas 19,2% dos especialistas que atuam nos segmentos de software e serviços de TIC no Brasil. São cerca de 89,7 mil profissionais entre 468,3 mil especialistas, segundo o W-Tech 2025, com base em dados de 2023.

Depois de mais de 25 anos trabalhando com tecnologia, consigo olhar para esse número e associá-lo a situações que fizeram parte da minha própria trajetória.

Quando comecei, por exemplo, o desafio era duplo.

Além de atuar em TI, eu trabalhava em uma construtora. Estava, portanto, em dois ambientes majoritariamente masculinos e, naquele contexto, uma das minhas maiores dificuldades era conseguir ser ouvida e respeitada.

Ao longo dos anos, vi mais mulheres entrarem na área e também ocuparem cargos de gestão. Houve avanço, sem dúvida. Ainda assim, quando olhamos para participação, remuneração e liderança, fica claro que essa evolução ainda não aconteceu na mesma velocidade para todas.

É por isso que quero usar este artigo para fazer uma conexão que considero importante: colocar os dados atuais ao lado das experiências que vivi. Afinal, os percentuais ajudam a dimensionar o problema, mas as histórias mostram como ele aparece na prática.

Resposta rápida

O mercado de tecnologia avançou, mas a presença feminina ainda está longe do equilíbrio.

Na minha experiência, a desigualdade não aparece apenas na entrada. Ela também pode surgir na remuneração, na necessidade de provar competência e no caminho até cargos de liderança.

Por isso, ampliar a presença das mulheres em TI passa por família, escola, formação, oportunidades dentro das empresas e, principalmente, respeito e escuta ao longo da carreira.

Mulheres em TI: o que aquele 19,2% não mostra sozinho?

No início deste artigo, trouxe um dado que ajuda a dimensionar o cenário. Só que, olhando para a minha trajetória, aquele número conta apenas uma parte da história.

Afinal, conseguir entrar em tecnologia é um desafio. Ser reconhecida, remunerada de forma equivalente e chegar aos espaços de decisão são outros.

Eu mesma vivi uma situação que me faz pensar nisso até hoje.

Em uma das empresas em que trabalhei, um analista homem foi contratado para a equipe recebendo mais do que eu. Quando questionei a diferença, ouvi que ele tinha mais experiência e que isso justificava a remuneração.

Alguns meses depois, porém, o meu gestor estava deixando a empresa e decidiu me dar um aumento. Naturalmente, perguntei o motivo.

Foi então que ele reconheceu que havia cometido uma injustiça. Depois de acompanhar o meu trabalho, entendia que a minha capacidade técnica era igual ou superior à daquele profissional.

Naquele momento, eu senti que o julgamento inicial também estava relacionado ao fato de eu ser mulher.

Quando olho hoje para o W-Tech 2025 e vejo que entre especialistas em TI com ensino superior completo que atuavam nos segmentos de software e serviços de TIC em 2023, as mulheres receberam, em média, 19,3% menos que os homens, é difícil tratar esse percentual como uma estatística distante. O estudo ainda mostra um contraste importante: entre profissionais formalmente contratados nesses segmentos, 63,7% das mulheres tinham ensino superior completo, ante 51,1% dos homens.

Claro que a minha experiência individual não explica, sozinha, a desigualdade de todo um mercado. Mas ela ajuda a mostrar como as diferenças que aparecem nas pesquisas podem ganhar forma dentro de uma trajetória profissional.

E, quando reúno os principais números do estudo, algumas questões ficam ainda mais evidentes:

O dadoO que ele me faz pensar
Em 2023, 19,2% dos especialistas em TI nos segmentos de software e serviços de TIC eram mulheres.Avançamos, mas ainda é comum ser minoria dentro de equipes técnicas.
Em 2023, 17,8% dos concluintes de cursos superiores de TI eram mulheres.O funil começa antes da contratação e precisa ser discutido também na educação.
Em 2023, 63,7% das mulheres formalmente contratadas nos segmentos de software e serviços de TIC tinham ensino superior completo, ante 51,1% dos homens.Capacitação existe e precisa continuar, mas não resolve sozinha a desigualdade.
Entre especialistas em TI com ensino superior completo nesses segmentos, as mulheres receberam, em média, 19,3% menos que os homens em 2023.Critérios de remuneração e reconhecimento precisam ser mais claros e comparáveis.
Em 2023, as mulheres ocupavam 26,2% dos cargos de gerência e 13,1% dos cargos de diretoria entre especialistas em TI nesses segmentos.Entrar na área e chegar à liderança são desafios diferentes.

É por isso que eu prefiro não usar esses números apenas para provar que existe desigualdade. Eles também ajudam a localizar onde o caminho vai ficando mais estreito.

Por que a entrada das mulheres em TI começa muito antes da primeira vaga?

Quando penso nas barreiras que ainda são subestimadas, a primeira não está dentro da empresa. Ela aparece antes, quando muitas meninas nem consideram tecnologia como uma possibilidade de carreira.

Na minha visão, família e escola têm um papel enorme nessa etapa. Se o incentivo não aparece cedo, a menina pode passar anos sem se imaginar em uma área técnica, mesmo tendo interesse e capacidade para seguir esse caminho.

Essa percepção encontra respaldo na iniciativa #EDUCASTEM2030 da UNESCO. A organização identifica fatores individuais, familiares, sociais e escolares como influências diretas sobre a participação, o avanço e o desempenho de meninas e mulheres na educação em STEM.

A UNESCO chama atenção, inclusive, para o fato de que diferenças de participação entre meninas e meninos começam ainda na educação infantil e ficam mais visíveis nos níveis mais altos de ensino.

Outro dado ajuda a dimensionar esse efeito. Em análise baseada no PISA 2022, a OCDE mostrou que, em média nos países da OCDE, apenas 1,3% das meninas de 15 anos esperavam trabalhar como profissionais de TIC, contra 10% dos meninos.

Esse contraste é muito grande. Para mim, ele reforça algo simples. Antes de perguntar por que há poucas mulheres em uma equipe de TI, vale perguntar quantas meninas chegaram a enxergar essa carreira como uma possibilidade real.

Por isso, quando penso na próxima geração, volto sempre ao mesmo ponto. O primeiro passo é incentivar desde pequenas, em casa e na escola.

Como foi construir uma carreira em dois ambientes majoritariamente masculinos?

No meu começo de carreira, o desafio foi duplo. Eu estava em tecnologia e, ao mesmo tempo, trabalhava em uma construtora, então a presença masculina era dominante nos dois ambientes.

A maior dificuldade era ser ouvida e respeitada. Eu sentia que não tinha muito espaço para falhar e, por isso, passei a buscar ainda mais capacitação técnica.

Só que estudar mais não resolvia tudo. Aos poucos, eu também percebi que precisava desenvolver uma comunicação mais firme e assertiva para conseguir ocupar determinados espaços.

A oratória, portanto, virou uma competência que eu fui exercitando ao longo do tempo. Não porque conhecimento técnico deixou de importar, mas porque eu precisava fazer esse conhecimento chegar à mesa de decisão.

“A grande dificuldade era ser ouvida e respeitada. Eu sentia que não tinha espaço para falha, e isso me obrigou a buscar mais capacitação.”

Essa experiência me ensinou algo que carrego até hoje. A competência técnica abre portas, mas posicionamento e comunicação também pesam muito quando você precisa construir credibilidade em ambientes nos quais ainda é minoria.

Entrar em tecnologia e chegar à liderança são o mesmo desafio?

Eu não vejo esses dois momentos da mesma forma. Entrar já pode exigir romper uma barreira, mas crescer até posições de liderança costuma trazer outras cobranças.

Na minha experiência, esse caminho pode exigir jornadas intensas e, muitas vezes, afetar o convívio familiar. Isso aparece com força em áreas como infraestrutura, nas quais existem demandas fora do horário padrão.

Por isso, quando falo que as empresas precisam abrir mais espaço para mulheres em cargos de gestão, não estou falando apenas de promoção. Também estou falando de criar condições para que carreira e vida pessoal não sejam tratadas como escolhas incompatíveis.

E esse equilíbrio não deveria ser pensado apenas para mulheres. Quando a empresa oferece condições mais sustentáveis de trabalho, todos os profissionais ganham.

Como mostrei na tabela anterior, essa diferença fica ainda mais evidente quando chegamos aos cargos de decisão. Entrar em tecnologia e avançar até a liderança são desafios diferentes. Eu senti isso ao longo da minha própria trajetória.

Na minha trajetória atual, a Omnicom foi a primeira empresa em que percebi um olhar mais igualitário para questões de gênero, raça e cultura. Essa é uma leitura da minha própria experiência e, para mim, mostra como o ambiente pode mudar a forma como as pessoas participam e crescem.

O que me ajudou a construir credibilidade sem perder quem eu sou?

Quando me perguntam o que mais ajuda uma mulher a construir credibilidade em tecnologia, eu começo pela capacitação. Depois, colocaria fluência em inglês e facilidade de comunicação.

Também recomendo muito o estudo de gestão de projetos. É uma formação que me ajudou a organizar problemas, prioridades, pessoas, prazos e entregas, mesmo quando o projeto não era especificamente de tecnologia.

Ao mesmo tempo, existe um ponto que faço questão de preservar. Para mim, crescer profissionalmente nunca deveria significar abandonar a minha essência feminina.

Quando digo isso, estou falando a partir da minha vivência como líder. Ao longo da carreira, observei muitas mulheres muito comprometidas com estudo, processo, planejamento e cuidado com as pessoas.

Não estou dizendo que todas as mulheres lideram do mesmo jeito, nem que essas características são exclusivas delas. Estou falando daquilo que reconheço na minha experiência e do que considero valioso manter, em vez de tentar copiar um modelo de liderança construído em ambientes historicamente masculinos.

Por que referências femininas fazem diferença para quem ainda está escolhendo uma carreira?

Se muitas meninas nem consideram tecnologia como possibilidade, então mostrar histórias reais também pode ajudar a ampliar o imaginário sobre quem pertence à área.

Foi por isso que participar do livro TI de Salto teve tanto significado para mim.

Eu tenho aquelas listas que toda mulher tem, com coisas que gostaria de realizar na vida, e escrever um livro estava na minha. O convite veio ao encontro desse sonho.

Não foi um livro inteiro meu, foi um capítulo. Ainda assim, foi muito especial revisitar a minha trajetória e lembrar de tudo o que passei para chegar até aqui.

O segundo motivo foi ainda mais importante. Eu queria que outras mulheres pudessem ler histórias de profissionais de tecnologia e perceber que também podem construir uma carreira nesse mercado.

Desde então, o projeto cresceu bastante. Em 2025, o TI de Salto chegou ao quinto volume, reunindo mais de 100 histórias de mulheres da área de tecnologia, incluindo a minha participação.

Para mim, iniciativas assim não substituem políticas de contratação, remuneração ou promoção. Elas cumprem outro papel, igualmente necessário, porque ajudam a criar referência para quem ainda está tentando se enxergar nesse caminho.

O que gestores e empresas podem fazer para que mais mulheres permaneçam em TI?

Quando penso no papel das empresas, eu não começo por uma política sofisticada. Começo por uma coisa muito básica, que é o respeito.

Na prática, respeito significa dar espaço para a fala, exercer escuta ativa e avaliar as pessoas pelo que entregam. Isso vale para mulheres e homens, porque um ambiente saudável não beneficia apenas um grupo.

Quando o profissional encontra espaço para participar, crescer e ser ouvido, ele produz melhor. A empresa também ganha, porque deixa de desperdiçar capacidade que já está dentro do time.

Se eu traduzisse essa ideia em atitudes bem concretas, eu colocaria estas no centro:

  • Ouvir de verdade, inclusive quando a opinião vem de alguém que ainda não ocupa uma posição de poder;
  • Criar critérios mais claros para remuneração, promoção e acesso a cargos de gestão;
  • Apostar em mulheres com potencial para posições de decisão, em vez de esperar que elas provem tudo antes da primeira oportunidade;
  • Criar condições de equilíbrio entre carreira e vida pessoal para todos os profissionais;
  • Tratar respeito e escuta ativa como parte da gestão cotidiana, e não apenas como discurso de diversidade.

Além disso, eu acrescentaria uma camada anterior à empresa. Família, escola, universidade e mercado fazem parte do mesmo caminho. Se o incentivo chega tarde, continuaremos tentando corrigir na contratação um problema que começou muitos anos antes.

O que eu diria para uma mulher que está começando em TI hoje?

Eu seria direta. Não desista.

Busque capacitação técnica, desenvolva a fluência em inglês e trabalhe a sua comunicação. Tecnologia muda rápido, então aprender continuamente faz parte da profissão.

Também recomendo estudar gestão de projetos. Mesmo que você não queira se tornar gerente de projetos, esse conhecimento ajuda a entender prioridades, organizar entregas e conversar melhor com diferentes áreas.

E, principalmente, não espere se sentir completamente pronta para ocupar um espaço. Muitas das competências que tenho hoje foram desenvolvidas enquanto eu já estava enfrentando os desafios.

“Não desista. Busque capacitação técnica e fluência no inglês.”

Como eu gostaria de ver as mulheres em TI nos próximos anos?

Quando penso no futuro, a imagem que me vem é muito concreta. Eu gostaria de entrar em um evento de infraestrutura e encontrar a mesma quantidade de mulheres e homens.

Essa imagem parece simples, mas, para acontecer, muita coisa precisa mudar antes. Mais meninas precisam considerar tecnologia, mais mulheres precisam entrar, permanecer e crescer, e mais empresas precisam apostar nelas em posições de liderança.

El W-Tech 2025 cita uma projeção da OCDE segundo a qual, mantido o ritmo recente, a paridade de 50% entre especialistas em TIC nas economias do bloco só seria alcançada por volta de 2110. Para o Brasil, o estudo apresenta diferentes cenários de aceleração, e não uma data única prevista de paridade.

Esse horizonte é distante demais para tratar a mudança como algo que acontecerá naturalmente. Ao mesmo tempo, eu olho para a minha própria trajetória e vejo o quanto o mercado já se transformou.

Por isso, não acho que a conclusão precise ser pessimista. Para mim, a evolução existe, mas ainda precisa ser acelerada de forma muito mais consciente.

Onde a Dattos entra na minha rotina de TI hoje?

Este artigo é sobre a minha experiência como mulher em tecnologia, então não quero forçar uma conexão comercial onde ela não existe.

Na nossa rotina, porém, a Dattos nos auxilia principalmente no atendimento de questões de auditoria e compliance.

Esses temas exigem rastreabilidade, controle e segurança sobre as informações. A própria Dattos mantém conteúdos específicos sobre auditoria financeira e compliance, que ajudam a contextualizar essa frente.

Para mim, essa é outra dimensão importante da tecnologia. Além de entregar projetos e apoiar o negócio, a área também precisa sustentar controles e responder às exigências que fazem parte da operação.

O que mais de 25 anos em tecnologia me ensinaram sobre esse caminho?

Quando olho para trás, vejo uma carreira construída entre tecnologia, projetos, liderança e muitos momentos em que precisei defender o meu espaço.

Também vejo um mercado diferente daquele em que comecei. Hoje existem mais mulheres, mais referências e mais empresas discutindo diversidade, e isso precisa ser reconhecido.

Só que os dados sobre formação, salário e liderança mostram que a evolução ainda não chegou da mesma maneira a todas as etapas da carreira.

Por isso, eu continuo acreditando na capacitação, no inglês, na comunicação e no preparo técnico. Eles foram fundamentais para mim e seguem sendo importantes para qualquer profissional.

Ao mesmo tempo, a responsabilidade não pode ficar apenas com a mulher que quer entrar em TI. A família influencia, a escola influencia, a liderança influencia e as oportunidades oferecidas pelas empresas também influenciam.

Se eu pudesse escolher um sinal de que avançamos de verdade, ele seria simples. Quero entrar em uma sala técnica, em um evento de infraestrutura ou em uma mesa de decisão e não precisar mais contar quantas mulheres estão ali.

FAQ: ainda tem dúvidas sobre mulheres em TI, carreira e liderança?

Ao longo deste artigo, coloquei dados de mercado ao lado da minha própria experiência. Para fechar, reuni respostas diretas para algumas perguntas que ajudam a resumir esse cenário.

A desigualdade começa apenas no mercado de trabalho?

Não. A UNESCO aponta que fatores familiares, escolares, sociais e individuais influenciam desde cedo a participação de meninas em áreas STEM.

Existe diferença salarial entre homens e mulheres em TI?

Sim. O W-Tech 2025 aponta que, entre especialistas em TI com ensino superior completo que atuavam nos segmentos de software e serviços de TIC, as mulheres receberam, em média, 19,3% menos que os homens em 2023.

As mulheres já ocupam cargos de liderança em tecnologia?

Sim, mas ainda em proporção baixa. Em 2023, as mulheres ocupavam 26,2% dos cargos de gerência e 13,1% dos cargos de diretoria entre especialistas em TI nos segmentos de software e serviços de TIC.

O que ajuda uma mulher a crescer em TI?

Na minha experiência, capacitação técnica, inglês, comunicação, gestão de projetos e oportunidade real de assumir responsabilidades fazem diferença.

Qual é o papel das empresas?

Criar ambientes respeitosos, exercer escuta ativa, estabelecer critérios mais claros de crescimento e oferecer condições para uma carreira sustentável.

O que eu diria para meninas e mulheres interessadas em tecnologia?

Não desistam. Busquem formação, referências e experiências que ampliem a confiança e mostrem que esse espaço também pode ser de vocês.

Quer conhecer outras histórias de mulheres que construíram carreira em tecnologia?

Foi justamente para ampliar essas referências que o TI de Salto reuniu trajetórias de mulheres de diferentes áreas, momentos de carreira e especialidades.

Para mim, esse tipo de iniciativa tem valor porque mostra que não existe um único caminho para construir uma carreira em tecnologia. Quando uma mulher conhece histórias de outras profissionais, ela encontra referências, dificuldades parecidas e maneiras diferentes de seguir em frente.

O projeto já chegou ao quinto volume e reuniu mais de 100 histórias de mulheres da tecnologia, incluindo a participação da própria Angela.

Se esse tema também faz parte da sua história, vale conhecer o projeto TI de Salto e as histórias reunidas nele.

Angela Di Tomaso é gerente de Projetos de TI na Omnicom e reúne mais de 25 anos de experiência em tecnologia. Ao longo da carreira, atuou em suporte, desenvolvimento, análise de sistemas, análise de negócios e gestão de projetos, além de liderar equipes e iniciativas de implantação de ERP, BI, infraestrutura e melhoria de processos. É formada em Administração de Empresas e possui pós-graduação em Análise de Sistemas.
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